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Verde Banguelo / Alteração

Verde Banguelo / Alteração

Obra premiada com o Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança 2009

 O estímulo para o desenvolvimento da obra Verde Banguelo / Alteração é a problemática contemporânea da relação homem / natureza.

Não se trata de um projeto com o objetivo educacional, didático ou maniqueísta sobre os temas ecologia e meio ambiente, mas propor, através da linguagem artística, reflexões sobre tais temas.

Como seria viver em um ambiente onde a fauna e a flora fossem compostas de seres de plásticos? O que está imbuído na necessidade consumista do homem de ter em casa flores, animais e frutas artificiais? Que necessidade humana justifica a destruição de um bem natural?

É na intenção de construir um espetáculo de dança que fale à sensibilidade humana diante de tais questões que se apresenta este projeto.

CONCEPÇÃO DO ESPETÁCULO

Verde Banguelo /Alteração foi concebido como um espetáculo de dança contemporânea que dialoga com as artes visuais, em que o espectador pode circular no ambiente onde acontece a performance. Não há a dicotomia área do performer / área do público; todo o ambiente pertence a todos os presentes.

A ideia é que a cada apresentação o ambiente e a estrutura da performance seja alterado, assim, dialogando com o espaço onde a performance acontecerá, e colocando o performer numa zona de experimentação.

CONCEPÇÃO DO AMBIENTE CÊNICO

O ambiente foi concebido como ilhas artificiais, em que o público pode transitar e alterar a disposição dos elementos cênicos que as compõem: o corpo do performer, flores, frutas e animais de plásticos, tanto quanto imagens virtuais. O ambiente é artificial, a natureza vem até a sua casa, mas artificial; flores de plástico; animais de plástico; cascatas de plástico; enfim, um ambiente kitsch, onde o único elemento orgânico é o corpo e a vocalização do performer num paraíso artificial.

 

 

CONCEPÇÃO CORPORAL

O vocabulário de movimento foi concebido com atenção a uma fisicalidade simples e orgânica, tendo como orientação, durante seu processo de desenvolvimento, o método somático Body-Mind Centering (BMC), fundado nos EUA por Bonnie Bainbridge Cohen, em que o corpo e a mente estão conectados e seus sistemas como um todo entrelaçados.

O estado corpóreo do performer é entre: inquietação/quietude; impotência/potência; estado vivenciado espacialmente pelo performer no nível baixo do espaço.

Geralmente o homem ocidental olha a natureza hierarquicamente: a natureza vista de cima dos prédios; a natureza vista de um satélite; a natureza vista do avião; a natureza vista de uma espaçonave; a natureza vista de uma ponte.

O corpo cedeu seu estado de verticalidade para a posição horizontal; ceder corporal não confortável, pois o ser humano bípede deixa com sua evolução de criança para adulto, de vivenciar o contato direto com a terra. Questão corporal: que estratégias e procedimentos o corpo utiliza para se locomover na horizontalidade e no seu limite?

FICHA TÉCNICA

CONCEPÇÃO: Francisco Rider

INTÉRPRETE: Francisco Rider

CONCEPÇÃO DE LUZ: Cleinaldo Marinho

VÍDEO: Ednaldo Passos

OLHAR EXTERNO: Damares D`Arc

CategoriasUncategorized
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