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NARRATIVAS VISUAIS

A cada configuração(ões) do(s) bloco(s) no(s) ambiente(s), solicitações e respostas do(s) corpo(s) e do(s) bloco(s), para solucionar dado(s) problema(s) e dúvida(s), é requerido.

O(s) corpo(s) amalgama-se no(s) bloco(s), não como um descanso, mas num estado de calmaria/stillness corporal. Em outra situação, quem amalgama-se é o bloco no corpo. Portanto, a relação blocorpo é dialética; não há uma hierarquização na relação, e nem ativo/passivo.

 

NARRATIVA (S) VISUAL (AIS)

 TEXTO – ENSAIO

Blocorpo dialoga com as artes visuais contemporâneas. A expectativa do espectador, em se tratando de um projeto de dança, é que se estabelecesse o previsível: utilizar como estímulo composicional o movimento/temporalidade do corpo, tradicionalmente um elemento básico da dança. Porém, BloCorpo inseri, dialogicamente, o objeto bloco estrutural (ready-made), imagens projetadas e o corpo humano como elementos narrativos visuais, e procedimentos/estratégias composicionais como improvisação estruturada e o acaso. Ocorrendo a relação de amalgamação e configuração/reconfiguração entre:

 Bloco / corpo

 Bloco / imagem

Bloco / ambiente

Bloco /bloco

Corpo /bloco

Corpo /imagem

Corpo /ambiente

Corpo /corpo.

Ao abordar esses elementos, a busca é que não haja uma primazia da forma ou primazia da função nas amalgamações, mas uma relação dialética entre forma e função; e não somente a forma vista como funcionalista/funcional, contudo analítica; a forma não designada a sentar, deitar entre outras funções: a forma seguindo a função, mas reconfigurada, transitória.

Esse processo passa por procedimentos cênicos corporais em que são solicitadas aos performers experimentações com ações físicas (simples, com detalhe e clareza), tarefas, improvisações estruturadas, e situações passíveis do acaso, da ordem e do caos durante a presentificação desses procedimentos composicionais.

Alguns princípios arquitetônicos de ordem são abordados como simetria, hierarquia (pelo tamanho, pelo formato, por localização) e transformação (através de uma série de manipulações distintas); e conceitos da arquitetura como gravidade, peso, massa, densidade, equilíbrio, escala e material.

A sonorização/paisagem sonora é construída a partir da frase “silêncio é música” do artista norte-americano John Cage. A idéia é utilizar todo som/ruído/barulho, produzidos tanto pelos objetos cênicos e pelos corpos dos intérpretes, quanto pelos andares, comentários do espectador e dos sons/ruídos/barulhos produzidos no ambiente em que acontecerá o evento; como também utilizar o som externo que vem de fora do local da performance. Portanto, dando importância e tomando vantagem das sonoridades e dos silêncios produzidos pelo acaso.

Questão, na sala com Duchamp fumando um cigarro: Duchamp, pode um corpo ser um ready-made? Pode um movimento ser um ready-made?

Outra possibilidade cênica visual recorrente na pesquisa é o uso da repetição enquanto procedimento composicional; que pode ocorre na repetição de eventos, objetos, movimentos corporais, imagens-textos e sons.

As construções arquitetônicas que são configuradas/reconfiguradas pelo o corpo do performer, pelo os ready-mades e pelas imagem nos eventos, servem para relações de jogo entre esses elementos.

A construção da permanente transformação das coisas cênicas visuais.

Outro dado que deve ser mencionado são os estudos/leituras de textos, livros e autores/teóricos sobre a arte contemporânea, a história, teoria da arte, filosofia e estética servem como referenciais teóricos para o entendimento da construção da arte contemporânea.

FORMA= os limites exteriores da matéria de que se constitui um corpo, e que a este conferem configuração particular.

Gerador elementar da forma: Ponto, linha reta, plano e volume. Se a arquitetura, como arte visual, se ocupa especificamente da formação de volumes de massa e espaços tridimensionais, o plano deve ser considerado um elemento-chave no vocabulário arquitetônico.

À medida que o espaço começa a ser capturado, encerrado, moldado e organizado pelos elementos da massa (aglomerado de elementos geralmente da mesma natureza que formam um conjunto), a arquitetura começa a existir.

Propriedades visuais da forma: comprimento, largura e profundidade da forma; cor (afeta o peso visual de uma forma); textura (qualidade tátil visual).

As dimensões e proporções do corpo humano afetam a proporção dos objetos que manuseamos; a altura e distância dos objetos que tentamos alcançar e as dimensões do mobiliário que utilizamos para sentar, dormir, etc.

 ESPAÇO E ORDEM

DANÇA = TEMPORALIDADE/ESPACIALIDADE

ARQUITETURA = ESPACIALIDADE/TEMPORALIDADE

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  1. marcelo evelin
    fevereiro 23, 2010 às 5:15 pm | #1

    oi blocorider
    como vai voce, como vao voces por ai?
    (ola querida india damares!)
    rider, tamo quase la, daqui a pouco esses blocos vao ta na rua para o carnaval rumos.
    ta precisando de mim, de alguma interlocucao ou coisa assim?
    vou ta em SP dia 6 e se quiser posso ir no ensaio ou ajudar no que precisar ok?
    to doido pra ver alguma coisa, muita forca ai e ate ja ja.
    beijo, marcelo

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